quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

ORIENTAÇÃO AOS ESPIRITOS

Introdução:

Ä Quais são as qualidades básicas para o Doutrinador?

Formação doutrinária muito sólida, com apoio insubstituível nos livros da Codificação Kardequiana.
Familiaridade com o Evangelho de Jesus.
Autoridade moral

Amor
Paciência (interrogatório)
Tato (segurança)
Energia (no momento certo)
Vigilância (visão global)
Humildade
Destemor
Prudência
Sensibilidade

Ä Direção ou orientador:

O diálogo em tom de voz natural de forma coloquial (entre o orientador e o Espírito)
O Espírito conserva reações psicológicas similares às daqueles que ainda estão encarnados.
Transmitir-lhe compreensão e otimismo para superação de suas dificuldades.
Pronunciar as palavras com profunda delicadeza para o envolvimento vibracional. Com austeridade, sem autoritarismo radical.
Evitar explanações doutrinárias discursivas, e, sobretudo não fazer críticas ostensivas pelo estado do comunicante.
Atuar mais com sentimento de bondade do que com palavras excessivas.
Deixar o espírito externar-se para identificar a causa oculta do problema.
Não se preocupar com a identificação.
Desnecessário explicar a razão do sofrimento atual.
Não insistir que o comunicante adote postura oracional.
Não tocar no Médium
Evitar falar a situação do Espírito de imediato.
Com Espíritos difíceis: sinceridade,
No final dar atenção ao médium
É o contato do Espírito sofredor com o fluido animalizado do médium... Acontece uma transferência de elevada carga de energias animalizadas que são absorvidas pelo desencarnado.(o ser leva consigo inúmeras impressões físicas e mentais)

Ä Avaliação: É de capital importância analisar com o grupo as passividades e doutrinações ocorridas na prática mediúnicas, após os trabalhos ou reuniões periódicas de avaliação, com o intuito de desenvolver a autocrítica, estimular uma mentalidade de avaliação e criar o gosto de se perceber o crescimento desse labor bem como das pessoas que nele se integram.

A direção equilibrada, sensata, experiente e segura dos aspectos teóricos e práticos da mediunidade saberá distinguir com clareza e orientar o médium nas situações esdrúxulas, evitando a crítica sem tato psicológico, gerador de sérios bloqueios na instrumentalidade mediúnica. *

A função de doutrinador requer a conquista de atributos diretamente relacionados com os valores espirituais da paciência, sensibilidade amorosa, tato psicológico, energia moral, vigilância, humildade, destemor e prudência.

Todo médium que sinceramente deseje não ser joguete da mentira deve procurar produzir em reuniões sérias e solicitar o exame crítico das comunicações como meio de escapar ao perigo da fascinação.

A alma exerce sobre o Espírito livre uma espécie de atração, ou de repulsão, conforme o grau de semelhança entre eles. Ora, os bons têm afinidade com os bons e os maus com os maus, donde se segue que as qualidades morais do médium exercem influência capital sobre a natureza das comunicações.(LM cap. XX item 227)

Ä Fases para o nosso crescimento:

A Primeira delas, é a parada na trajetória do mal quando nos alcança o arrependimento.
A Segunda é quando sofremos o impacto expiatório que nos remete ao passado para regularizá-lo.
A Terceira quando somos brindados por oportunidades provacionais que constroem o futuro.
A Quarta e última é a vivência do bem perene, eterno, através do serviço e autodoação.
Ä Quais os Espíritos que se manifestam para o diálogo em uma reunião mediúnica?

Dirigente das trevas (arrogante, frio, calculista, inteligente, experimentado e violento: comparecem para sondar o doutrinador. Situa-se num plano de Olímpica superioridade e nada vem pedir; vem exigir, ordenar, ameaçar, intimidar).

Planejador: é frio, impessoal, inteligente, culto. Mostra-se amável, maneja muito bem o sofisma, é excelente dialético, pensador sutil e aproveita-se de qualquer descuido ou palavra infeliz do doutrinador para procurar confundi-lo.

Os juristas: Autoritários, e seguros de si, exoneram-se facilmente de qualquer culpa porque se cingem aos autos do processo. Na sua opinião, qualquer juiz terreno proferiria a mesma sentença diante daqueles fatos.

O executor: Sente-se totalmente desligado da responsabilidade, quanto às atrocidades que pratica, pois não é o mandante; apenas executa ordens.

O religioso: Apresentam-se, quase sempre, como zelosos trabalhadores do Cristo, empenhados na defesa de sua Igreja. São argutos, inteligentes, agressivos, violentos, orgulhosos, impiedosos e arrogantes.

O Materialista: Este não constitui problema difícil, no trabalho de esclarecimento.

O intelectual: encontramo-los de todos os feitios, variedades e tendências. Há-os descrentes, indiferentes, materialistas, espiritualistas, médicos, advogados, nobres, ricos, pobres.

O vingador: observa, planeja e espera a ocasião oportuna e o momento favorável.

Magos e feiticeiros: promovidos por antigos magos e feiticeiros que, no mundo espiritual persistem nas suas práticas e rituais.

Magnetizadores e hipnotizadores: São amplamente utilizados nos processos obsessivos, os métodos da hipnose e do magnetismo, que contam, no Além, com profundos conhecedores e hábeis experimentadores dessas técnicas de indução, tanto entre os Espíritos esclarecidos como os em desequilíbrio.


Ä Quais Benefícios Decorrentes deste Intercâmbio de Auxílio?

Proporciona aos membros dos grupos socorristas lições proveitosas;
Melhor compreensão da lei de causa e efeito;
Exercício da fraternidade;
Proporciona alívio, para os desencarnados, através do "choque fluídico";
Possibilidade de cirurgias perispirituais, enquanto ocorre a psicofonia ou os processos socorristas mais específicos que visam beneficiar os comunicantes;
Exercício da caridade anônima;
Oportunidade do diálogo para ao que não conseguem sintonizar com os Benfeitores Espirituais.
Os médiuns conquistam amigos e méritos no mundo espiritual.
Ä Necessidade de Doutrinação.

Os Espíritos ao desencarnarem carregam consigo suas virtudes e seus defeitos, continuando, na vida espiritual, a serem o que eram quando encarnados, pois que a morte não tem o condão de transformar a criatura naquilo que ela não é. Assim a grande maioria dos homens, morrendo para a vida física, adentram o mundo espiritual marcados pelos seus vícios e condicionamentos materiais.

As religiões tradicionais, cheias de formulas e de misticismo, calcadas na intenção de assustar para converter, em vez de esclarecer para iluminar, iludem o Espírito que não encontra no além aquilo que esperava. As idéias falsas sobre o céu e o inferno e as de repouso para esperar o julgamento final o decepcionam frente à realidade do mundo espiritual, fundamentado na existência da lei de Causa e Efeito.

Cada um se mostra tal é, não havendo a possibilidade de engodo pela hipocrisia e pela falsa aparência. A ressonância vibratória marcada no perispírito é traduzida pela aura psíquica de cada um, que reflete a sua condição espiritual, e também o chamado peso específico que se fundamenta na elevação dos pensamentos, sentimentos e atos da criatura.

Quanto mais elevados forem estes, seu perispírito será mais rarefeito, e o contrario o torna grosseiro e pesado, colocando assim cada habitante do mundo espiritual em seu merecido e devido lugar.

Os que se encontram em posição de perturbação por falta de esclarecimento adequado, ou por renitência no mal, ignorantes que são da lei de amor, necessitam ser orientados, para que em se modificando mentalmente, melhorem de situação espiritual. Por estarem ainda cheios de condicionamentos materiais, repelem ação mais direta dos orientadores desencarnados, necessitando, destarte, um contacto com os Espíritos ainda mergulhados nos fluidos densos da matéria, ou seja, os encarnados, o que acontece no fenômeno mediúnico.

Os desencarnados falam a eles, mas não os atingem. Porém, em contacto com um médium, pelo fato das vibrações serem mais similares, há possibilidade de entendimento. Daí a doutrinação visar a modificação da forma de pensar e de agir dos Espíritos buscando sua melhora; ensinando-lhes o caminho do bem e do perdão. Despertando-os para a necessidade da renovação espiritual, ajudamo-los a descobrir o Evangelho de Jesus para a sua inteira libertação.

Assim a doutrinação dos Espíritos desencarnados é de grande importância para apressar ainda mais o progresso do mundo espiritual, com resultados benéficos no mundo dos encarnados.

Ä Métodos Utilizados:

Na doutrinação das entidades que se comunicam nas sessões mediúnicas, não há regra fixa, pois cada caso é um caso diferente e especial.

Contudo, há determinados comportamentos a serem observados, pois são regras cristãs que devem ser empregadas, como:

Receber com atenção e interesse as comunicações;
Ouvi-las com paciência e imbuído da melhor intenção de ajudar;
Envolver o Espírito comunicante em um clima de vibrações fraternais, dando oportunidade para que ele fale;
Estabelecer em tempo oportuno um dialogo que deve ser amigo e esclarecedor;
Evitar acusações e desafios desnecessários;
Confortar e amparar pelo esclarecimento;
Não discutir com exaltação procurando impor seu ponto de vista;
Não receber a todos como se fossem embusteiros e agentes do mal;
Ser preciso e enérgico na hora necessária sem se tornar cruel e agressivo;
Evitar o tom discursivo que constrange o Espírito Comunicante e também as longas preleções;
Ser claro, objetivo, honesto, amigo, fraternal, procurando dar ao comunicante o que gostaria de receber se no lugar dele estivesse.
Como vemos, um doutrinador deve, além do conhecimento doutrinário sobre Espiritismo, reunir condições de natureza espiritual favorecedoras do bom desempenho de sua tarefa.

Há de possuir autoridade moral suficiente para que suas doutrinações com vistas aos despertamento espiritual do comunicante não acabem em verdadeiras acusações contra si mesmo.

De uma forma genérica, pois, podemos resumir os métodos utilizáveis na doutrinação como:

1.ª - O da conversação;

2.ª - O da doutrinação propriamente dita;

3.ª - O da persuasão que pode até incluir técnicas avançadas de sugestão;

4.ª - O da prece como elemento condicionante de uma modificação vibratória.

Assim sendo, observamos que para doutrinar é preciso conhecer a doutrina, e o doutrinador deve ser pessoa de conduta a mais cristã possível.


Ä Resultados:

Os resultados de uma doutrinação dependem do ambiente formado pelas vibrações do dirigente e dos participantes (encarnados e desencarnados); da condição moral que o dirigente apresenta para orientar os Espíritos; e da própria condição espiritual da entidade, aceitando ou não os conselhos e esclarecimentos que recebe. Dependem também dos métodos que são utilizados, o quais devem ser aplicados de acordo com a circunstancia e a necessidade do momento.

A doutrinação dos Espíritos objetiva, inicialmente, o esclarecimento da entidade comunicante quanto ao seu estado transitório de perturbação, as causas de seus sofrimentos e a forma pela qual poderão encontrar a solução para seus problemas.

Exercita-se com a doutrinação a prática da caridade, uma vez que o doutrinador, bem como os demais componentes da reunião, são convocados a vibrarem amorosamente em favor do necessitado, demonstrando solidariedade com o sofrimento alheio, emitindo pensamentos de auxilio e apoio moral.

Os resultados, dessa forma, são duplos, pois o doutrinador e os componentes da reunião, médiuns de incorporação, passistas, etc., agem desenvolvendo as virtudes cristãs, por um lado e, por outro, a entidade ganha nova condição espiritual depois de esclarecida e ter aceitado o novo caminho de realizações.

Assim, o Espírito apresenta modificações no seu modo de agir; se empedernido, mostra-se tocado e sensível aos ensinamentos cristãos, buscando uma nova forma de encarar a vida; se revoltado, mostra-se submisso à Lei Suprema, que não injustiça ninguém; se odioso, observa as conseqüências em si mesmo de sua semeadura infeliz e procura dominar seus maus sentimentos; se desesperada nota agora nova possibilidades de alcançar a paz através da esperança e do trabalho contínuo.

A doutrinação abre para os desencarnados um painel de luz e esperança onde novos roteiros de realizações espirituais se descortinam, com trabalho, amor e felicidade.

ÄBibliografia: (LM cap. XX item 2 (Temas da vida e da Morte – pág. 115 Manoel Philomena de Miranda). Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, "Pão Nosso", Cap. 177. (25. ª Sessão de Exercício Pratico da Apostila nº 09 do Coem). Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, "Caminho, Verdade e Vida, Cap. 145. (26. ª Sessão de Exercício Prático da Apostila nº 09 do Coem)". Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, "O Consolador" questão 378. (27. ª Sessão de Exercício Prático da Apostila nº 09 do Coem).

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